Entrevista com Worldpackers Brasileiros pelo Mundo

  • Compartilhe

Como estávamos falando de worldpacker semana passada, recebemos vários e-mails com dúvidas sobre esse tipo de viagem tão desconhecida ainda, entramos em contato com algumas pessoas que já fizeram esse tipo de viagem para falar um pouquinho mais da experiência delas com esse mundo “voluntário”.

Analu Bento da Silva, 30 anos, Rio de Janeiro, Professora de Inglês

Acervo Pessoal - Analu Bento

Como você conheceu o conceito worldpacker?
Há 3 anos decidi que iria tirar um ano sabático, e lendo blogs e frequentando palestras sobre viagens de longo prazo eu descobri o Worldpackers e de cara soube que tinha tudo a ver com a viagem que eu pretendia fazer.

Qual destino você escolheu e por quê?
Usei a plataforma para trabalhar na China e na Tailândia. A China eu escolhi principalmente pela experiência cultural, a Tailândia também, mas lá também teve um componente estratégico: já estaria viajando a mais de 3 meses, queria parar num lugar por mais tempo para descansar e planejar o restante da viagem.

Você teve medo de fazer esse intercâmbio? Se sim, por que mudou de ideia?
Todo o conceito de viajar sozinha por tanto tempo me deixou com um pouco de medo, mas a única coisa que me deixou mais receosa sobre o intercâmbio era não me integrar com a equipe local, mas todos foram muito simpáticos e solícitos.

Quais informações você acha mais relevantes para aquela pessoa que nunca viajou como voluntário?
É importante ter responsabilidade. Você tem um trabalho a fazer e seu host conta com isso. Por exemplo, na Tailândia eu trabalhava servindo café da manhã no hostel, e meus dias de serviço sempre caiam no fim de semana (já que tinha mais movimento), então eu sabia que não dava pra ir pra noitada nesses dias.

Quais os pontos positivos e negativos da sua experiência?

Para o bem ou para mal, tive a oportunidade de ter contato com duas culturas completamente diferentes da minha, e além disso, trabalhar em hostel é ótimo pra conhecer pessoas de todos os lugares do mundo. Fiz vários amigos com os quais ainda mantenho contato. Passei por uma situação complicada com o meu host da China e acabei saindo antes do tempo combinado, mas foi bom ver como a equipe do Worldpackers compreendeu a situação e me deu todo o apoio.

Quais os serviços que você prestou como voluntária?
Nas duas vezes eu trabelhei em hostels, na China eu trabalhei no período noturno na recepção e na Tailândia eu servia o café da manhã.

Você recomenda esse intercâmbio?
Recomendo fortemente! É uma experiência maravilhosa e pretendo repetir!

Você voltaria a fazer esse intercâmbio? Se sim, qual destino?
Ainda não sei para onde ir nas minhas próximas viagens, mas estou pensando em América do Sul ou África.

Marina Rodrigues, 27 anos, Santos, Tripulante de Cruzeiros

Acervo Pessoal - Marina Rodrigues

Como você conheceu o conceito worldpacker?
Eu amo viajar e pensava em formas de ir, conhecer diferentes lugares e culturas, porém algo que coubesse no meu “bolso”.
Então eu comecei primeiro a me oferecer para trabalhar em hostels, sem saber do site e em uma das minhas pesquisas descobri o Worldpackers e foi tipo: TCHARÃÃM, a solução dos meus problemas! Achei super inovador e decidi aplicar.

Qual destino você escolheu e por quê?
Eu escolhi, no caso o de estou agora, o Rio de Janeiro, por que antes de conhecer outro país usando o worldpackers eu quis experimentar primeiro aqui no Brasil e sem dúvida estou AMANDO a experiência.

Você teve medo de fazer esse intercâmbio? Se sim, por que mudou de ideia?
Nunca tive medo, eu viajo bastante pelo meu trabalho e, além disso, o site me passou segurança e faz questão de me dar suporte antes e durante o intercâmbio.

Quais informações você acha mais relevantes para aquela pessoa que nunca viajou como voluntário?
Primeiro de tudo: Pesquise para saber onde fica o hostel, ou seja, olhe página do facebook, converse com pessoas que já viveram essa experiência no hostel que você escolher, leia o feedback de outros worldpackers e participe de grupos relacionados isso me ajudou bastante a escolher o hostel e localização de onde eu queria fazer o “volunturismo”.

Quais os pontos positivos e negativos da sua experiência?
Os pontos positivos são os amigos que estou fazendo, nós somos 5 voluntários e sempre tentamos sair juntos, além disso sou a única brasileira voluntária no hostel, então estou constantemente praticando inglês e espanhol! (Brasil, Chile, Argentina, França e Austrália).

Além de aprender como funciona organização de um estabelecimento, agrega valor até para a vida profissional.

Os pontos negativos, creio que são o fato de que o hostel que estou não funciona exatamente como um, quero dizer, ele abre as portas para festas e eventos e o hostel funciona para nós como worldpackers, seria necessário alguma certa organização em relação as escalas de trabalho. Mas de resto eu estou curtindo MUITO. Os donos são super legais, nos permitem fazer tudo que queremos em nossas horas vagas como: escutar música alta, usar a piscina e trazer bebidas para o hostel.

Quais os serviços que você prestou como voluntária?

Aqui no hostel onde estou o forte são as festas de final de semana, fazemos de tudo um pouco, eu fico no caixa e os outros voluntários nos bares e ajudando na limpeza.

Durante a semana, quando não temos festa, ajudamos na limpeza geral do hostel (nada pesado) como: banheiros, varrer, lavar a louça e ficar a disposição se os donos nos requisitarem para sair e comprar algo, realmente é um trabalho MEGA tranquilo.

Você recomenda esse intercâmbio?
SEM DÚVIDAS! Eu estou economizando uma grana, fazendo amigos de vários ligares do mundo, passeando muito pelo Rio de Janeiro e a experiência estou levando em consideração a ver como funciona a organização de um evento e tramites dentro de um hostel.

Você voltaria a fazer esse intercâmbio? Se sim, qual destino?
Com certeza voltarei provavelmente ano que vem.
O destino será Chile ou Peru. Minha meta de vida é conhecer o maior número de países da América do sul e central.

Site: marinaaomar.blogspot.com.br
Instagram: marina.aomundo


Carol Menzio, Turismóloga, 23 anos, Santos

Como você conheceu o conceito worldpacker?
Não lembro muito bem por onde conheci o worldpackers mas tenho certeza que foi por um dos blogs ou vídeos de mochilão que eu amo ler/assistir.

Qual destino você escolheu e por quê?
Escolhi o México e quando descobri que eles tinham vagas em Cancun fiquei encantada e apliquei para vaga de recepcionista pois já tinha experiência na área e tinha os pré-requisitos pedidos.

Você teve medo de fazer esse intercâmbio? Se sim, por que mudou de ideia?
Em momento algum tive medo do intercambio, pesquisei bastante e vi que a plataforma era muito seria e não ia entrar em nenhuma roubada.. o máximo que poderia acontecer é estar em um lugar que o chefe pede mais horas que o combinado ou problemas como qualquer outro trabalho, que poderia resolver a qualquer momento saindo do hostel ou entrar em contato com o suporte do worldpackers.

Quais os pontos positivos e negativos da sua experiência?
Vejo muitos pontos positivos no meu voluntariado, conheci gente nova, percebi minha habilidade de adaptação muito forte, sou boa para gravar as ruas e caminhos.. sem contar nos meus dotes culinários que foram a outro nível, juntar toda sobra de comida dos voluntários e sair uma janta gostosa pra todos haha

Ponto negativo é a cobrança que algumas vezes pode ocorrer e você é simplesmente um voluntario.. eu, muitos dias fiquei sozinha, sem nenhum outro funcionário no hostel e isso pode ser bem tenso em certos momentos.

Você recomenda esse intercâmbio?
Recomendo totalmente o intercambio por voluntariado, inclusive o próximo gostaria de fazer em outra área que não seja recepção.. a parte de cozinha me chama atenção, cuidar do café da manha ou auxiliar no bar.. Pretendo fazer ano que vem de novo no Brasil e na Argentina.


Joyce Alfonso, 27 anos, São Paulo, Assistente Financeira

Como você conheceu o conceito worldpacker?
Na primeira viagem que fiz sozinha, fui pra Recife e fiquei em um hostel, e lá tinha uma carioca e um americano , que estavam lá pelo Worldpackers, então eles me falaram sobre e assim que voltei para Sampa, entrei na plataforma e me cadastrei.

Qual destino você escolheu e por quê?
Escolhi Estados Unidos e estava já a longos anos guardando dinheiro e me programando para vim para cá. Eu estava com intercâmbio fechado para Irlanda, cancelei porque fiquei desempregada, e aí comecei a procurar hostels, assim teria um lugar seguro e para ser recebida e economizar dinheiro.

Você teve medo de fazer esse intercâmbio? Se sim, por que mudou de ideia?
Medo a todo tempo, medo de chegar e o hostel não me receber, medo de me perder, do avião cair, medo de não entender nada ( que acontece muito) rs

Quais os pontos positivos e negativos da sua experiência?

Positivos: Treinar e melhorar o inglês, economizar dinheiro, conhecer gente do mundo todo. Oportunidade de viajar para as cidades vizinhas, estou na Philadelphia, em fui pra D.C., NY, Atlantic City.

Negativo: Os donos dos hostels não fazem seleção a fundo o para staff , então todo mundo é bem vindo e você nunca sabe quem dorme junto com você.
Tenho um caso: A porta do quarto não tinha chave e a gente ficava no mesmo andar que os hóspedes, às vezes eles confundiam o quarto, teve um dia que um cara bêbado estava roncando tanto, que um hóspede entrou no nosso quarto e tentou acordar ele, mas no fim acordou a gente.

Quais os serviços que você prestou como voluntária?
Recepção, limpeza (tinha um check list específico para o horário do turno e tinha que seguir).

Você recomenda esse intercâmbio?
Sim, super recomendo e já tô olhando meus próximos destinos
Você voltaria a fazer esse intercâmbio? Se sim, qual destino?
Vou tentar aplicar para SAN Diego de novo, Amsterdam, México, Paris, nossa se eu pudesse só viajaria , quero arrumar um trabalho em pesquisas de viagens.

Meu recado vai especialmente para as mulheres que viajam sozinhas, se eu senti ou sinto medo? A resposta é SIM, mas a minha vontade de desbravar esse mundão é tão imensa, que me jogo mesmo, com aquele olho no gato de sempre.

  • Compartilhe
Por Bianca Costa
Bianca Costa é formada em turismo e completamente apaixonada pro viagens, em 2015 largou tudo no Brasil para viver um ano como au pair na Alemanha.
    19.06.2017
    Nenhum Comentário