Descubra Santa Catarina de carro e gastando pouco muito pouco

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No carnaval de 2016, meu namorado e eu resolvemos fazer uma viagem de carro até Santa Catarina. Ele é colombiano e queria conhecer Florianópolis. Sair de São Paulo, andar mais de 600 km para conhecer uma única cidade e voltar não era uma opção para mim. Fiz um roteiro baseado nas sugestões da minha família, que mora no sul, e no desejo do namorado gringo.

O principal do roteiro era evitar trânsito e longas filas para estacionar. Sabíamos que a ilha da magia estava super lotada de turistas e carros. Por isso, pegamos o contra fluxo e evitamos bloquinhos de carnaval para conseguir conhecer melhor algumas praias.

Para aliviar o valor de gasolina e pedágio, ofertamos carona pelo aplicativo Tripda. Basta colocar o modelo do carro, destino, horário de saída e valor desejado. Você conversa com os caroneiros pelo próprio aplicativo. Super fácil e seguro.

Na quinta-feira às 17:20h, pegamos a Carol (caroneira) no metrô e seguimos rumo a Curitiba. O Waze informou que havia um acidente na Serra do Cafezal, na direção sul. Por isso, ele sugeriu que fôssemos pela Rodovia dos Imigrantes, sentido Peruíbe e pegássemos a Serra da Juréia. Por esse caminho inusitado, pouparíamos quase duas horas de trânsito.

Foto: Diego Rivera

Foto: Diego Rivera

Porém, o Waze não contava que um caminhão tanque pegasse fogo na descida da Serra da Juréia. Ficamos mais de uma hora parados, esperando a retirada do caminhão, para poder seguir viagem. Enquanto isso, aproveitei para tirar fotos do lindo por do sol nas montanhas. A caroneira Carol também ajudou a passar o tempo, contando sobre sua história de vida.

Após 6 horas de estrada, chegamos a Curitiba exaustos. Deixamos a Carol no local combinado e seguimos para dormir na casa da minha família. No dia seguinte, às 9:30h, continuamos rumo a Floripa. Essa parada foi essencial. A estrada é uma caixinha de surpresas e mesmo revezando a direção, fica muito cansativo ir direto para Santa Catarina.

Em exatas quatro horas chegamos à casa da minha família de Floripa, que fica na parte continental. Ter família grande tem suas vantagens! Almoçamos com a vista para o mar e fomos conhecer o centro da cidade.

A chegada à ilha já é uma experiência única. A vista da ponte Hercílio Luz com aquele marzão é algo que só Floripa te oferece. Apesar de muito bem sinalizado, preferimos seguir as dicas do Waze, pois algumas ruas estavam interditadas por conta do carnaval.

Foto: Diego Rivera

Foto: Diego Rivera

Paramos o carro no estacionamento principal (período de 12h por R$ 3,00) e fomos conhecer a Casa da Alfândega (artesanato local), o Mercadão (tem de tudo), a Figueira centenária da Praça XV, a Igreja Matriz e a antiga sede do Governo do Estado, que hoje é um museu. Vale a pena dar uma volta pelas ruas do centro antigo. Mesmo com a bagunça de carnaval, foi possível observar a arquitetura portuguesa.

Próxima parada: Shopping Beira Mar. Compramos presentes para os aniversariantes do mês, bermudas para o gringo esquecido e aproveitamos para fazer compras no supermercado dentro do próprio shopping.

Com o carro carregado, seguimos para a Lagoa da Conceição, onde alugamos um chalé pelo Airbnb. Tive um susto ao chegar lá. Em vinte anos, a lagoa passou de lugar lindo para banho para um grande esgoto. O que vale são os restaurantes e as lojinhas.

Com opções para todos os gostos, escolhemos um quiosque natureba na avenida principal. Para fazer a digestão, andamos pelas ruas e lojas fofas (lotadas!). Tudo a pé para evitar o insano trânsito da região. Detalhe: meu namorado se sentiu em casa. Todos os vendedores falam (ou tentam falar) espanhol para se comunicar com a infinidade de turistas argentinos.

No sábado, levantamos às 7h e fomos para Jurerê Internacional e Tradicional. Fazia uns quinze anos que eu não ia para essas praias. Fiquei espantada com o crescimento! Mansões, lojinhas e diversos restaurantes compõem a paisagem. Enquanto o povo acordava, aproveitamos a praia vazia. Caminhamos até a pedra que divide Jurerê Internacional e a Praia do Forte. Vale a pena subir nessas pedras para fazer uma bela foto da família.

Foto: Diego Rivera

Foto: Diego Rivera

São diversas opções para beliscar e beber na praia. É possível até encontrar Choripan (pão com linguiça) para os argentinos. Mas na hora da fome, escolhemos o Bistrô da Lucila. Um buffet orgânico e saudável com preço super honesto. Duvido você resistir aos doces da vitrine!

Foto: Diego Rivera

Foto: Diego Rivera

Após uma leve descansada, seguimos para o Forte do Jurerê (Fortaleza de São José da Ponta Grossa). Além de conhecer mais sobre a colonização da ilha, pudemos desfrutar de um visual incrível! Há um caminho que leva até a pequena e bela Praia do Forte. A praia seguinte se chama Daniela. Dizem que é praia mais família da ilha. Infelizmente não deu tempo de chegar até lá.

Seguindo viagem, fomos para Sambaqui. Não é uma praia, pois não tem faixa de areia. É uma baia onde a grama quase beija o mar. Assim, tem diversos barzinhos e casas com o pé na água. Escolhemos o Bar Restinga para parar e degustar as famosas ostras gratinadas, com vista privilegiada para o mar. A meia porção com seis ostras é R$ 19,00. Só não pedi mais, pois tínhamos horário marcado para jantar no May.

Foto: Diego Rivera

Foto: Diego Rivera

E com cronograma apertado, seguimos para Santo Antônio de Lisboa. Um vilarejo super charmoso, cheio de lojinhas com objetos de decoração. A uns dois quilômetros do centro, encontramos o restaurante tailandês May.

De frente para o mar, pudemos ver o sol se pondo no mar. O tempo não ajudou muito, pois estava nublado. Mas mesmo assim, o charme do local, a boa comida e o ótimo atendimento fizeram valer a ida. Foi o restaurante mais caro que fomos durante toda viagem, mas mesmo assim, gastamos uns R$ 60,00 por pessoa com bebida alcoólica.

Foto: Diego Rivera

Foto: Diego Rivera

No nosso último dia na ilha, acordamos cedo (mais uma vez), para aproveitar a Praia Mole, que fica bem próxima à Lagoa da Conceição. O local é perfeito para ir com a galera. Um pessoal bem jovem, incluindo os surfistas. Não é a melhor praia para ir com criança, pois as ondas são bem fortes. Porém, a vista compensa a força do mar.

Arrumamos as coisas correndo, almoçamos com a minha família e seguimos para Bombinhas. O visual da estrada é lindo. Porto Bello é a primeira praia, depois Bombas e então Bombinhas. Já sabíamos sobre o trânsito que iríamos pegar. Para chegar a essas praias, é preciso pagar um pedágio ecológico (TPA – Taxa de Pedágio Ambiental) de R$ 24,00.

Ao chegar na Pousada 4 Ventos, a proprietária sugeriu que fôssemos ver o por do sol na praia de Canto Grande. Pegamos trânsito por conta do bloco de carnaval, mas valeu a pena. Como essa praia é uma península, o sol se põe no mar. Encontramos um barzinho, pedimos uma cerveja artesanal e uma porção de fritas e curtimos o show da natureza até o final. As fotos mais perfeitas da viagem!

Foto: Diego Rivera

Foto: Diego Rivera

Foto: Diego Rivera

Foto: Diego Rivera

Foto: Diego Rivera

Foto: Diego Rivera

Na volta para Bombas, passamos por duas empresas de mergulho e resolvemos parar. Havia um passeio para Ilha do Arvoredo – um dos principais picos de mergulho do Brasil. Meu namorado gringo e aventureiro comprou o batismo (R$ 250,00) e eu (de tímpano perfurado) me contentei com Snorkeling (R$ 80,00).

Foto: Diego Rivera

Foto: Diego Rivera

Na segunda-feira de carnaval, acordamos mega cedo, tomamos um café light e pegamos o barco rumo a Ilha do Arvoredo. Depois de tomar Dramin, ficar verde e passar uma hora e meia no barco com mar revolto, chegamos à ilha. Se você tiver estômago fraco, esqueça o passeio. Mas se sua paixão pelo mar for maior, faça um esforço. O lugar é mágico!

A transparência do mar é incrível! Foram três horas de mergulho com direito a infinitos peixes, corais e até tartaruga marinha. Na volta, dormi para evitar o enjoo.
Chegando à terra firme, tomamos uma ducha no estacionamento e seguimos para Balneário Camburiu (contra a minha vontade).

Essa praia é famosa na gringa, mas eu já tinha avisado que ela é só fama mesmo. Ao chegar lá, às 16h, não havia mais sol na praia. Os prédios altos e luxuosos da beira mar já haviam feito sombra. Optamos por almoçar no EcoFood e olhar o desfile dos carrões importados e adolescentes bem vestidos na Avenida Atlântica congestionada.

Foto: Diego Rivera

Foto: Diego Rivera

Foto: Diego Rivera

Foto: Diego Rivera

Descubra Santa Catarina de carro e gastando pouco muito pouco

Agora é só planejar o seu roteiro!!!

Informações:

Site: http://turismo.sc.gov.br

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Por Luiza Cervenka
Luiza Cervenka é Bióloga, especialista em comportamento animal. Escreve no Blog Comportamento Animal do Estadão e é colunista pet no programa Link Record News. Apaixonada pelos animais, sempre tenta incluir em seus roteiros de viagem passeios em meio a natureza. Instagram: @luizacervenka Facebook: Bichoterapeuta Luiza Cervenka Blog: oesta.do/comportamentoanimal
24.02.2016
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